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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Sarau de cultura indígena



Fotos: Gabriela da Rocha

    A cultura dos povos nativos do Brasil foi transmitida às novas gerações através de atividades lúdicas na tarde desta quarta-feira (24), na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya. 
    A atividade fez parte do Projeto Vitrine Multicultural, da Secretaria Municipal de Arte e Cultura (SMAC), e contou com a presença dos alunos do 3° ano da escola estadual Ezequiel Nunes Filho junto aos alunos da oficina de cultura indígena. Como uma das convidadas, a escritora e pesquisadora da cultura indígena Ângela Hofmann explicou aos estudantes um pouco dos costumes e da vida desses povos. Na sequência, os estudantes construíram um jogral com elementos da lenda do Boitatá. Finalizando a atividade, a escritora e ativista cultural Maria Conceição Padilha realizou a leitura de contos do folclore indígena.
   Com o objetivo de fomentar e descentralizar a cultura, o Vitrine Multicultural promove aulas de diferentes manifestações culturais totalmente gratuitas. As atividades vêm ocorrendo no Centro Comunitário da Avenida Brasil, no Centro Municipal de Educação Básica Trindade, no CTG Independência Gaúcha e na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya.
   Ao todo, são seis oficinas: Balé e Jazz, Percussão, Carnaval, Cultura Indígena, Capoeira e Danças Tradicionais Gaúchas. O projeto é promovido pela Secretaria Municipal de Arte e Cultura (SMAC), com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), através do Fundo de Apoio à Cultura (Pró-cultura RS FAC).


Texto: Thierre Cósta


Sarau Culturas Nativas Esteio Vitrine Cultural

terça-feira, 26 de abril de 2016

Entrevista ao Veredas / Site Nonada

O site Nonada - Jornalismo Travessia - através da coluna Veredas, da jornalista Priscila Pasko, conversou comigo sobre literatura infantil e meu primeiro livro "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel" (Ed. Mediação). 
A entrevista aconteceu no ambiente aconchegante da Livraria Sapere Aude!, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.
Confira o resultado de mais de duas horas de conversa empolgada sobre a cultura dos povos originários e a ficção "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel". 


 




terça-feira, 7 de julho de 2015

NOVO: Sala Temática Indígena

Acompanhe nossa nova página: 

Sala Temática Indígena

Ilustração Livro
Reunimos aqui algumas das indicações oferecidas e solicitadas durante as formações nas escolas e encontros com os leitores de "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel".
Convidamos professores, leitores e demais interessados a consultarem bibliografia, sites, vídeos e músicas relacionadas principalmente aos povos originários do sul do país.

INSCREVA-SE NO BLOG  e receba suas atualizações por e-mail.
CMEB V. Olímpica
CMEB A. Pasqualini

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Agenda da autora no Blog

Agora você pode acompanhar nossas escrevinhanças, andanças e brincadanças pelo blog PINCEL E NUVEM.
Acesse   http://angelahofmann.blogspot.com.br/ 
e confira a AGENDA.
INSCREVA-SE no Blog e receba por e-mail as atualizações semanais.


terça-feira, 7 de abril de 2015

2ª Festa da Leitura na Usina do Gasômetro, Porto Alegre.

de 18 a 22/04.

19 de abril, domingo, às 17hs, venha participar da Vivência "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel em prosa, canto e movimento", com Ângela Hofmann.
Na sequência, sessão de autógrafos do livro. Sala Usina Criativa.

Abaixo segue a Programação completa da Festa.
Nos encontramos lá!

Realização: Clube dos Editores do Rio Grande do Sul.



domingo, 9 de novembro de 2014

Livro Yvy Porã Porau na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre


1/11-  Yvy Porã Porau e o Rio de Mel
LANÇAMENTO E AUTÓGRAFOS

Praça de Autógrafos
Praça de Autógrafos, com Dane D'Angeli

Encanto


MESA TEMÁTICA INDÍGENA - Conhecer para respeitar, com a participação de professores e educadores da área.
Ciclo "A Hora do Educador", Câmara Estadual do Livro

Texto de Daniel Munduruku:
 "As escolas tem que ficar muito atentas para que não se deixem enganar por uma data comemorativa como a de 19 de abril. E que, ao tratar a data, achem que estão fazendo um bem para as crianças. Não estão. As escolas precisam lidar com a diferença, com a diversidade. O índio que se comemora no dia 19 é o índio do século XVI, aquele índio que foi encontrado pelos europeus. Nós vivemos uma sociedade muito mais múltipla hoje em dia, e as populações indígenas estão presentes.
Coordenação da Mesa: Ângela Hofmann
A gente consegue encontrar esses indígenas participando do Brasil de uma forma muito efetiva, seja através do cinema, da TV, seja fazendo e produzindo filmes, seja criando sites na internet específicos da temática indígena. Ou através da literatura que tem sido a área que tenho me dedicado mais. Poder trazer para as crianças da cidade as histórias que os nossos povos contam, numa tentativa de aproximação. A gente entende que a literatura é um instrumento importante para conhecer o outro também. E esse outro que as escolas precisam conhecer está presente, é um ser atuante dentro da sociedade. 

Convidados da Mesa: Dane D'Angeli, Ângela Hofmann,
Cidara Loguercio (Museu da UFRGS), Augusta de Oliveira
(UFRGS), Claudete da Silva Xokleng, Ana Tettamanzy (UFRGS)
Pensar esse índio como um ser atuante é de fundamental importância pra gente crescer como um país efetivamente cidadão, efetivamente democrático, efetivamente humano. É preciso que o Brasil entenda todas essas formas de ser humano que os povos indígenas trazem e apresentam hoje no nosso cotidiano."
 (Daniel Munduruku)



9/11- DOMINGOS DE CRIAÇÃO - 
Contação da história em canto, movimento e interação.

Ocupando os espaços da feira

Integrando sua preciosidade
 
Cantando a Terra da Boa Generosidade.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Autora na Escola: CMEB Alberto Pasqualini e o livro Yvy Porã Porau

 
 
Professoras e estudantes do Centro Municipal de Educação Básica Alberto Pasqualini, da cidade de Esteio-RS, leram, exploraram e  realizaram atividades artísticas a partir do livro Yvy Porã Porau e o Rio de Mel, de Ângela Hofmann.






O primeiro encontro da "Autora na Escola" sobre o livro iniciou com um café da manhã com o grupo docente, seguido do momento de estudo e reflexão sobre a questão indígena na sociedade e na escola, a partir da história de Yvy Porã Porau.











No segundo encontro da "Autora na Escola" foi a vez de encontrar os estudantes e conversarmos sobre a história do livro e sobre nossas raízes étnicas. Houve belas exposições de trabalhos dos alunos, apresentações do teatro com as professoras, brincadeiras e danças.

Povos Guarani, Kaingang, Charrua e Xokleng presentes no RS.
 
 Mbaraká nas mãos das kiryngue. 
Descoberta das nossas raízes pluri-étnicas. 
Teatro Yvy Porã Porau e o Rio de Mel
Celebrando: autora e uma turma de alunos.

sábado, 14 de junho de 2014

Autógrafos "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel", Livraria Cultura



Autógrafos do livro YVY PORÃ PORAU E O RIO DE MEL 
De Ângela Hofmann e ilustrações de Dane D'Angeli. 
Editora Mediação. Porto Alegre, 2014.
Livraria Cultura, Porto Alegre

Dane D'Angeli e Ângela Hofmann


Agradeço a presença e o carinho de tod@s que estiveram celebrando conosco o lançamento do livro "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel". 

Agradeço também a tod@s amig@s que curtiram, compartilharam, repassaram, mandaram recados, mensagens, e-mails.

Seguem alguns momentos protagonizados pelas crianças, registrados por Márcia Hofmann e Manuel Estivalet.












Mais fotos em:

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ilustrador de "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel"

 O ilustrador de "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel", Dane D'Angeli, em entrevista ao jornal Correio de Gravataí, no dia 22 de maio de 2014. 


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Como surgiu "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel". Entrevista à Editora Mediação


Postagem da Editora Mediação
Ângela Hofmann, autora do Livro "Yvy Porã Porau e o Rio de Mel", conta sobre a oportunidade que teve de conhecer uma Terra Indígena, em Viamão/RS. 
Leia a entrevista logo abaixo.


Editora Mediação:   Desde quando se dedica ao estudo e à pesquisa da cultura indígena? Como tudo começou?

Autora:   Há doze anos atrás eu tive a oportunidade de conhecer a Terra Indígena Tekoá Nhundy, em Viamão-RS, através da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, onde cursava o Mestrado em Educação.
Naquele momento, os Guaraní desta tekoá tinham recentemente incluído a escola formal em sua aldeia, sendo este um tema de muitas conversas e discussões com o governo estadual. Em meio a estas questões de direitos indígenas e às políticas educacionais para suas escolas, eu me envolvi profundamente, identificando-me com suas lutas e tornando-me uma parceira delas.
Desenvolvi meu projeto e dissertação de mestrado com este tema, dialogando com a comunidade Guarani da Tekoá Nhundy, ouvindo desde os mais velhos até as mais jovens lideranças, passando pelas mulheres e professores indígenas. Registrei sua visão acerca da vivência e preservação da cultura, e de como desejavam que acontecesse a educação escolar indígena para suas crianças e jovens. Além da pesquisa qualitativa, a pesquisa teórica e histórica sobre a cultura indígena e, em especial, a Guarani, proporcionou meu aprofundamento e imersão no diálogo interétnico e intercultural.

Editora Mediação:   O que despertou a sua paixão pelos povos indígenas?

Autora:   Todo este envolvimento surgiu a partir de minha primeira visita naquela tekoá, onde a contemplação da altivez Guarani, da forte presença de sua cultura e língua vivas me tocaram. Os sorrisos das kyringue (crianças, em Guarani) arranjaram um jeito de fazer morada em mim. Percebi que aquele era um lugar de aprender, que poderia aprender muito com eles. Além disso, poderia multiplicar este conhecimento para além de minha experiência pessoal, para que outras pessoas, das mais diversas culturas, pudessem ter acesso. E que este processo resultasse em respeito e valorização da cultura indígena, numa relação recíproca.

Editora Mediação:    Há quanto tempo está compondo textos voltados à literatura infantojuvenil?

Autora:   Comecei a escrever textos voltados à literatura infantojuvenil em 2011. Fazem dois anos e meio que me propus a fazer um retiro literário, dispondo de um maior tempo para escrever e estruturar as várias histórias que estavam (e que continuam) vindo à minha mente.

Editora Mediação:   Como foi escrever Yvy Porã Porau e o Rio de Mel? Qual foi sua inspiração?

Autora:    Nasceu primeiramente como crônica, onde os temas da escassez e abundância já estavam presentes, bem como a participação xamânica da abelha no sonho da personagem principal, a qual introduziria mudanças naquela realidade. Depois houve uma segunda etapa: passados meses, inspirada fortemente pelos temas da generosidade e das sociedades indígenas emergentes, somados a um acúmulo de conhecimentos e vivências pessoais, retomei a ideia inicial, fiz alterações e desenvolvi toda a história em quatro dias. Para dar corpo e cores a esta ficção, ela foi ambientada numa terra indígena, a Yvy Porã (Terra Boa), com a inclusão de elementos culturais e expressões linguísticas das etnias de origem Tupi-Guarani e Guarani. 

Editora Mediação:   Qual foi seu objetivo com a criação da obra?

Autora:    Quis contar, através da escrita, uma história que teimou em me aparecer, assim como as muitas abelhas. E que foi se mostrando o quanto mais eu escrevia e deixava que meu olhos internos a enxergassem. E que desenhou-se completa à medida que me permiti misturar-me a ela, em meus próprios anseios e temores.
Gostaria muito que essa história, além de divertir e fazer sonhar, oferecesse ao leitor conhecimentos acerca dos povos indígenas e as sociedades indígenas emergentes, vivenciando através das personagens o poder transformador das relações de troca e reciprocidade.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

YVY PORÃ PORAU E O RIO DE MEL livro infantojuvenil



"YVY PORÃ PORAU E O RIO DE MEL"

meu primeiro livro infantojuvenil.

Texto: Ângela Hofmann
Ilustrações Dane D'Angeli.
Editora Mediação, 2014.


Capa e contracapa
 " Para este projeto busquei a produção de pinturas gestuais impregnadas de emoção e poesia para servirem como pano de fundo para as personagens principais viverem a intensa história de amor, generosidade e gratidão que permeia as páginas do livro."  
Dane D'Angeli, artista plástico, designer gráfico e  ilustrador.



A história deste livro se passa em Yvy Porã, um povoado formado por pessoas vindas de várias aldeias indígenas que haviam perdido seus parentes.

Com o passar dos anos, devido a uma crença espalhada na região, o que antes era abundante passou a ser para eles pouco e escasso. Quase nada tinham, quase nada sabiam, quase nada queriam, nem mesmo conseguiam mais ter seus filhos.

Dentre as mulheres, Jaci, certa noite, teve um sonho com um pequeno animal que indagava a ela onde estavam as crianças. Seu esposo Rayra então lhe pediu “teçá”, “olhos atentos”, pois uma mensagem importante parecia ter chegado para todos os que lá moravam. 

E foi assim que Yvy Porã se transformou em
 Yvy Porã Porau...

 O sonho de Jaci



  “Yvy Porã Porau e o Rio de Mel” trata de temas pertinentes a todos nós brasileiros, como as sociedades indígenas emergentes, as relações de reciprocidade e trocas, a comunicação com os demais seres da natureza, e o resgate da identidade e da memória ancestral como continuidade da sobrevivência dos povos e do próprio planeta.

Ibotirama: detalhe da ilustração interna